Arquivo de Política - Gazeta da Zona Sul https://dev.pergolapropaganda.com.br/gazetadazonasul/category/politica/ Alterar depois Mon, 12 May 2025 21:53:58 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.1 https://dev.pergolapropaganda.com.br/gazetadazonasul/wp-content/uploads/2020/10/cropped-gazeta-da-zona-sul_favicon-32x32.png Arquivo de Política - Gazeta da Zona Sul https://dev.pergolapropaganda.com.br/gazetadazonasul/category/politica/ 32 32 O medo em cor-de-rosa choque https://dev.pergolapropaganda.com.br/gazetadazonasul/2025/05/18/o-medo-em-cor-de-rosa-choque/ https://dev.pergolapropaganda.com.br/gazetadazonasul/2025/05/18/o-medo-em-cor-de-rosa-choque/#respond Sun, 18 May 2025 07:00:06 +0000 https://dev.pergolapropaganda.com.br/gazetadazonasul/?p=31669 G.H. de 28 anos, passou por uma fase complicada nos últimos dois anos. Adquiriu crises agudas de ansiedade, estresse, burnout e uma depressão que em nada tinha a ver com a sua personalidade alegre, entusiasmada, cheia de planos para o futuro. “Quando entrei na empresa, uma das grandes na área de T.I. em São Paulo, […]

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G.H. de 28 anos, passou por uma fase complicada nos últimos dois anos. Adquiriu crises agudas de ansiedade, estresse, burnout e uma depressão que em nada tinha a ver com a sua personalidade alegre, entusiasmada, cheia de planos para o futuro. “Quando entrei na empresa, uma das grandes na área de T.I. em São Paulo, eu não imaginava que pudesse enfrentar tantos obstáculos com uma pessoa que se tornaria meu chefe e que se apresentava como minha amiga. Obcecado por mim, ele alimentou ilusões que eu nunca encorajei sobre nós dois. Se irritava com frequência quando eu dizia que éramos apenas colegas de trabalho e fora da empresa, amigos. Eu sentia que a minha postura, contudo, o deixava ainda mais obcecado, em vez de entender que a palavra ‘não’, quer dizer ‘não’. E insatisfeito com isso, ele tentava me retaliar dentro da empresa, usando o cargo de chefe. Eu chorava todos os dias, de soluçar, e tremia com medo do que podia acontecer. Sabia que em algum momento, podia acabar na rua, precisando do emprego. As abordagens foram inúmeras a ponto de me deixar desconfortável, mas, como se não bastasse, ele ainda usou o cargo para tentar impor a sua vontade e agendar algum programa comigo, algo que também não ocorreu. Nisso, eu fiquei para trás, recebendo críticas, cobranças e uma pressão ainda maior no trabalho, o que causou o meu afastamento por ‘burnout’. Quando voltei, ainda nervosa após longos meses, soube que ele tinha aceitado um cargo em outra empresa, mas deixou um rastro tão tóxico que ainda hoje custa a minha saúde mental e física. Hoje, procuro ansiosa uma outra oportunidade, com medo de que ele possa retornar para essa empresa”. 

O.P. de 48 anos, recém viúva, viveu uma situação parecida no seu trabalho nos meses de março e abril deste ano. Na área de cuidados estéticos, no hospital em que trabalha, no centro de São Paulo, certo dia recebeu um paciente que também não lhe deu paz: “Ele se apresentou, educadamente, e eu, de forma cortês, comecei a anamnese com ele, no que ele ficou parado, apenas me olhando e me constrangendo, sem responder as perguntas que eu fazia. Eu insistia e ele parecia estar tendo um ‘derrame’, com os olhos arregalados para mim. Quando percebi que algo estava errado e me levantei da cadeira, ele levantou-se e vindo em minha direção, disse que queria sair comigo a qualquer custo, me encurralando. Eu fiquei furiosa, nervosa, com medo, falei um monte de verdades para aquele infeliz e levei imediatamente o caso à direção do Hospital, que prontamente o advertiu. Contudo, aquilo foi só o começo. A dificuldade de entender que ‘não’ é ‘não’, chega a ser absurda. Foi um festival de flores, presentes, chocolates, bilhetinhos, todos os dias esse homem ia ao hospital sem necessidade, porque queria esbarrar comigo. E ficava lá o dia todo, me cercando. Uma vez, tomando café na lanchonete, ele se aproximou, de surpresa. Eu calmamente, segurando o nervoso e o medo, expliquei educadamente a ele que eu nada queria com ele, que ele, por favor, me respeitasse. Ele escutou calmamente e me respondeu: ‘Eu sempre tenho o que quero. Não adianta você tentar me escapar, porque você vai ser minha’. Falando calmamente, um perfeito ‘sociopata’. Eu gelei. Ele saiu e quando fui pagar, tremendo, descobri que ele já havia pago minha conta”.

E não acabou por aí, segundo O.P, que tem uma filha de 25 anos, o homem tentou algo pior: “Naquela semana, eu fui ao estacionamento e quando cheguei no meu carro, havia um outro de luxo, emparelhado. Quando peguei a minha chave na bolsa, ele saiu daquele carro, veio em minha direção tentando segurar meus braços e dizendo para eu entrar no carro dele, que era para obedecê-lo porque ‘agora, eu ia ver quem era ele’. Eu comecei a berrar no estacionamento, consegui me desvencilhar dele, voltei para o hospital, com ele correndo atrás de mim. Minha sorte foi que os seguranças o renderam e de lá fomos todos para a Delegacia, a qual registrei o Boletim de Ocorrência. Ele saiu da DP rindo, dizendo que aquilo só não bastava. Graças a Deus ele desapareceu, por hora, mas até hoje estou com medo do que ele possa tentar novamente”.

O que esses casos têm em comum, além da covardia dos criminosos? É simples: a certeza da impunidade. É o que pensam 76% das mulheres e 67% dos homens ouvidos na pesquisa divulgada pelo Instituto Patrícia Galvão.

“O que impede a condenação dos autores de violência é uma visão retrógrada de todo sistema de segurança pública. E uma parte do sistema de justiça ainda não se conscientizou da gravidade da violência sexual para a sociedade brasileira”, avalia a diretora executiva do Instituto Patrícia Galvão, Jacira Melo. Para ela, não punir a violência sexual significa deixar o Brasil no atraso. 

Não precisa ir muito longe: segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, até o momento, foram registrados 3.862 casos de estupro, sendo que destes, 2.932 são casos com vulneráveis [menores de idade].

Infância destruída
V.A, 50 anos, viveu um trauma terrível na infância e com muito custo, transformou a dor em força interior ao longo da vida: “Eu tinha 7 para 8, 9 anos, quando nós fomos morar no fundo de uma fábrica, que era da minha família, e nesse fundo era um quarto, sala, cozinha, banheiro e nessa época, nós passávamos necessidades. Mesmo com a fábrica, a vida era muito batalhada e recebíamos, às vezes, cestas básicas para nos alimentar. Somos quatro filhos e eu sou a mais nova. Tem um dos meus irmãos, que é totalmente psicopático e não tem limites para nada. Vivíamos sempre com a ilusão de que a vida seria melhor e isso a minha mãe sempre dizia, sempre dizia pra gente. Pra você ter uma ideia, na época, minha mãe comia em pé, porque quando percebia que terminava a comida no prato de um filho e ele ia buscar, ela tirava do prato dela e dava para a gente. Então, era uma época de muita batalha, mas para esse safado desse irmão, não existia isso e não existe até hoje. Ele só olha para o umbigo dele. Então, um determinado momento que a minha mãe e meu pai precisavam sair, eu ficava em casa com o meu terceiro irmão, que nunca fez nada para me defender, e outro irmão safado que é o segundo, e o que ele fazia? Ele trouxe amigos para dentro de casa e me parece que ele cobrou por isso. E aí ele dizia para mim ficar escondida no guarda-roupa, né? ‘Que a gente vai brincar…’ E aí, nesse momento, ele falava: ‘Ah, agora tá na hora de você tirar a calcinha’. E eu tirava, porque sempre fui ingênua, minha mãe não me ensinava nada e também nunca me defendeu. E na hora de tirar a calcinha, ele escurecia o quarto, me punha na cama, apoiava as pernas naquela, naquela parte final da cama e ali, abria as minhas pernas e os amigos ficavam olhando, tocando e vendo a minha genitália.”

Segundo V.A. o irmão abusador e os amigos não realizavam a penetração, mas abusavam como podiam: “Eles faziam comentários, riam, não tentavam mais do que isso, mas não precisava e aquilo tudo me assustava. E quando ele via que eu estava assustada, ele dizia no meu ouvido: ‘eu vou contar para mãe o que você tá fazendo. Você vai ver o quanto você vai apanhar’. Então, ao mesmo tempo que eu via que aquilo era errado, eu não tinha a noção de que eu podia me libertar daquilo, porque a minha mãe criava a gente sempre em cima de um cabresto muito forte, né? E o meu pai dizia: ‘Você é a última a falar e a primeira a calar a boca’. Então, eu ficava coagida neste momento e o outro irmão não fazia nada, nada, nada. E esse irmão que me violentava, dizia que ia bater no outro irmão, se caso ele contasse aquilo para alguém. Bom, isso eu não lembro quantas vezes aconteceu, só sei que foi mais de uma vez, sim, até que eu desenvolvi uma nefrite. Nesse dia da nefrite, eu lembro que eu fiquei toda inchada e minha mãe me mandou para casa de uma tia e eu fiquei morando dois anos com essa tia, em tratamento, porque a nefrite precisa de repouso e eu não podia levantar, tomando duas injeções diárias, né? E sem esforço, sem nada e eu ficava lá, a gente não tinha brinquedo, não tinha nada e aí é outra coisa da vida que eu passei a viver: a exclusão.”

Com o tempo, V.A. conta que a vida melhorou mas até hoje ninguém fala sobre isso e o irmão, impune, continua aprontando: “Depois, quando tive alta, eu fui morar numa outra tia, na Penha, onde eu fiz o primeiro ano na Escola Padre Antão, e aí, foi muito feliz a minha estadia lá, até os primeiros seis meses, porque uma prima ficou com muito ciúmes da atenção que eu recebia lá. Contudo, mesmo com esse ciúmes e algumas atitudes dela, aquilo para mim não importava, porque ali eu tive mais ou menos um ano, um ano e pouco de sossego e alegria. Quando saí do Padre Antão, aos 10 anos, a minha mãe já tinha melhorado um pouco a situação financeira e então já tinha mudado de endereço. Fomos todos para uma casa melhor e a vida, então, progrediu. Só que em momento algum, jamais, foi-se falado ou tocado nesse assunto, em todos estes anos, e eu acredito que a minha mãe sabia e ela protegia muito esse irmão, porque ela dizia que ele era muito parecido em fisionomia com meu pai. Eu me casei, me graduei e até hoje, esse irmão apronta e quer destruir a minha relação com meu marido. É um monstro em carne e osso. Para nossa sorte, meu marido é muito bem relacionado, porque senão, acabaria preso e separado de mim. É ruim falar sobre isso, eu acho que essa é a terceira vez que eu tô comentando, as outras duas foram em terapia, mas é a terceira vez que eu tô comentando para quem sabe, poder ajudar algumas pessoas que vivenciam dor semelhante, a buscarem ajuda. Quem sabe não transformamos toda essa dor em força, como ocorreu comigo?”, concluiu emocionada.

Agressões e beliscões

H.J, de 68 anos, viúva, viveu 20 anos casada, teve um filho mas vivia escondendo as marcas de tapas e beliscões que levava em casa do marido: “Ele tinha momentos em que era homem bom, carinhoso, e noutros virava um bicho. Ele descia beliscão nos meus braços, nas minhas coxas, puxava meu cabelo, descia tapas na minha cabeça, isso caso o café esfriasse um pouco, o almoço atrasasse, eu demorasse mais que o esperado no mercado, a roupa dele ficasse suja, ai de mim se ele me visse na rua conversando com outro amigo ou vizinho. Eu era a antipática da rua, por culpa dele, enquanto ele era o ‘senhor simpatia’ mas ninguém desconfiava do que eu vivia. Eu tinha muito medo”. 

H.J. casou-se com um príncipe que virou um sapo. Segundo ela: “Ele mudou da água pro vinho, no instante em que casamos. Eu passei a ser ‘dona de casa’, era secretária antes disso, fui vendedora, era comunicativa, eu sonhava em fazer faculdade, fui a primeira da escola, sempre. Queria estudar Direito, mas, quando ele soube dos meus planos, a princípio, disse que tudo bem, mas, assim que casou, eu não podia nem pôr o lixo na rua direito. Na cama, o que no começo era paixão, pra mim passou a ser tortura. Era só a satisfação dele que contava, não a minha. Eu virei um objeto. Ele, com a menor irritação, me xingava e se estivesse muito mau humorado, me batia de forma que as marcas ninguém visse. Nem meu filho notava. Foram anos muito ruins, até que meu filho, por conta própria, percebeu muitas coisas erradas, e num dia em que eu desabafei com ele, chorando muito, ele me forçou a ir morar com ele noutra cidade onde estudava. Meu marido me ameaçou que ia me buscar a força, mas nunca foi, e meu filho dizia, que ele nem se atreveria a isso. Ele tinha razão, até que o infeliz teve um infarto fulminante.” 

Por que é tão difícil pedir ajuda?

Segundo a psicóloga e teraputa sexual, Elisa Rodrigues, o medo paralisa a vítima: “As vítimas de personalidade narcisista com psicopatia mobilizadora diversas, são pessoas que se submetem a essas situações por vários motivos, desde situações vividas na infância e que causaram traumas como violência verbal, física ou psicológica, à locais onde necessitam estar como trabalho, família ou casamento. São relações que, por vários motivos, as vítimas não conseguem se libertar. E não conseguem, porque quem as coage, vê essa possibilidade do outro que permite a submissão. E aí a vítima fica sem forças para bater de frente e quando enfrenta ou tenta sair dessas situações, é oprimida por gestos, agressões, ameaças que a paralisa“.

Segundo a psicóloga, a vítima muitas vezes, por já ter sofrido esses traumas na infância, encara a situação como se fosse ‘normal’ permitindo sua recorrência: “Porque é uma sensação habitual, a qual a vítima viveu isso, com a família ou em algum momento da vida, e sendo-lhe familiar, não importa o sofrimento, é algo que ela conhece, então, a vítima acaba ‘caminhando’ pela situação até que como forma de libertação, resolve se afastar do agressor e procurar tratamento psicoterápico ou psiquiátrico, porque a situação pode levar a uma depressão mobilizadora além de somatizações como mal-estar, falta de habilidade para lidar com social, a depressão. Já nessa fase, se traduz a tristeza profunda, né, a força para lutar contra isso existe dentro da pessoa, mas muitas vezes a vítima é tão coagida que a falta de coragem se faz presente e o agressor vendo essa possibilidade, faz com que essas situações sejam mais exacerbadas, porque é nessa hora que ele pode agir”.

Diferença entre narcisismo, psicopatia e sociopatia 

Segundo a psicóloga e terapeuta sexual, Elisa Rodrigues, existem três tipos característicos de indivíduos abusadores e assediadores: narcisistas, psicopatas e sociopatas: “Em resumo, enquanto os três compartilham traços como falta de empatia e manipulação, as diferenças em suas motivações e respostas emocionais os distinguem. Os sociopatas agem impulsivamente, os psicopatas são frios e calculistas, e os narcisistas são movidos por um senso inflado de auto importância e necessidade de admiração.”

Segundo ela: “O psicopata não sente emoção. Para ele, tanto faz, porém, ele tem uma leitura maravilhosa do outro e entra por esses caminhos para conseguir cativar essas pessoas e manipulá-las com a agressão dele. Ele é envolvente de várias formas, então, o psicopata aumenta os elogios, diz que o outro é tão importante na vida dele que sem ele não se vive. E nessas situações, a parte coagida, se sente presa ao indivíduo, até que se rebele. Aí, surgem as brigas, as agressões e como o psicopata não tem sentimentos, para ele trancafiá-la e deixá-la com fome, tanto faz, como tanto fez. Por isso, o jeito que o psicopata encontra é deixar sempre a vítima com medo”. 

A psicóloga continua: “Por sua vez, os sociopatas agem por impulsividade e falta de controle. Podem ser impulsivos, irresponsáveis, desconsiderar as normas sociais e serem agressivos, ao contrário dos psicopatas que desejam ter a imagem de “boa pessoa”. Podem ter mudanças bruscas de humor, não possuem remorso e nenhuma empatia pelo outro. Se um agrada para ter, o outro, toma e pouco se importa em agradar”.

“Os narcisistas são um dos mais comuns, eles buscam a atenção e admiração dos outros, podem ser manipuladores, mas também podem ser emocionalmente reativos e vulneráveis à crítica. Eles podem ter empatia limitada, mas se preocupam mais com a sua própria imagem e necessidades. Podem sentir remorso, mas só se as suas ações prejudicarem a sua autoimagem. São emocionalmente reativos, especialmente à crítica, e buscam validação para proteger sua autoimagem”, explica a dra. Elisa.

Procure ajuda

A Delegada de plantão na 52ª Delegacia da Mulher, localizada no Tatuapé, dra. Rosangela, em conversa com este repórter, afirma: “É preciso que as mulheres reajam e denunciem. A denúncia é importante. Se ligarem para o 190, a viatura mais próxima vai ao local e prende na hora o indivíduo. E se houver agressão, vai pela Maria da Penha. É importante porque o criminoso só age na certeza da impunidade. Eles usam o medo da vítima como escudo. E quando outras mulheres percebem quem é o denunciado, ganham coragem para também registrarem suas queixas, o que aumenta as chances de condenação. Uma outra atitude importante, é dar prosseguimento ao caso, solicitando uma medida protetiva. Com isso, o B.O. ganha força, pois o caso se torna um processo na Justiça e a vítima ganha muito mais chances de segurança e proteção contra o indivíduo”, concluiu.  

A Dra. Elisa também aponta alguns caminhos: “Nessas horas, as vítimas precisam do apoio de alguns amigos, familiares, e claro, ajuda psicológica, psiquiátrica, porque é preciso se afastar do agressor e reforçar sua própria força. E além dessa ajuda, também é preciso auxílio da Lei, procurando uma delegacia, uma força policial, um(a) delegado(a), e ter pensamentos e atitudes positivas. Não se entregar ao medo, promover essa mudança, buscando até mesmo grupos de apoio, igrejas. Mesmo homens que sofrem agressões, também devem buscar ajuda para sair dessa situação. Ninguém pode sofrer sendo manipulado pelo outro. Isso não é vida. O início da cura, é quando a pessoa percebe que não está só, sempre haverá alguém disposto a ajudar, só não se pode perder a fé e desistir de si mesma(o), pois é isso que o agressor tanto deseja”, conclui. 

Se você é vítima de abuso, violência ou assédio sexual, envie seu relato e pedido de ajuda para contato@conexaopaulistana.com.br e redacao@spjornal.com.br com assunto “RECEITA” e no que pudermos te ajudar, nossa redação está à disposição. Conte com a gente, com a nossa discrição e total silêncio quanto à sua identidade. Ninguém vai lhe descobrir, o que queremos é apenas te ajudar a se libertar.

Reportagem: Fernando Aires. Foto: Divulgação.

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Comunicação sobre os serviços das subprefeituras não chega nos bairros https://dev.pergolapropaganda.com.br/gazetadazonasul/2025/05/16/comunicacao-sobre-os-servicos-das-subprefeituras-nao-chega-nos-bairros/ https://dev.pergolapropaganda.com.br/gazetadazonasul/2025/05/16/comunicacao-sobre-os-servicos-das-subprefeituras-nao-chega-nos-bairros/#respond Fri, 16 May 2025 07:00:37 +0000 https://dev.pergolapropaganda.com.br/gazetadazonasul/?p=31666 Como é o trabalho de uma assessoria de imprensa? Um assessor não faz as matérias para as mídias (jornais, revistas, internet, televisão ou rádio), mas ele deixa um ‘‘release’’ – texto jornalístico com os principais dados e fatos do que se precisa divulgar, para que o jornal tenha um “aperitivo’’ do que publicar e possa […]

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Como é o trabalho de uma assessoria de imprensa? Um assessor não faz as matérias para as mídias (jornais, revistas, internet, televisão ou rádio), mas ele deixa um ‘‘release’’ – texto jornalístico com os principais dados e fatos do que se precisa divulgar, para que o jornal tenha um “aperitivo’’ do que publicar e possa preparar a pauta para abordar o assunto de forma mais completa.

Um trabalho que exige preparo, formação jornalística, vontade de aprender e acima de tudo, de mostrar muito bem o cliente ou a entidade a qual representa. É preciso paixão pelo trabalho que exerce, para poder mostrar com todo entusiasmo o que a sociedade precisa saber e deixar que os veículos façam a sua parte. 

No entanto, muitas vezes, o cargo de assessor em uma subprefeitura, por indicações, acaba pertencendo a profissionais que embora imbuídos de boa vontade, deixam brechas que impedem a população de conhecer e entender melhor o que seus gestores estão preparando.

O jornalista e assessor Rafael Pereira guarda boas lembranças do tempo em que atuou como assessor: “Há muitos anos, desenvolvi um trabalho junto a um vereador. Foi um trabalho gratificante, aprendi muito, embora trabalhasse de domingo à domingo. Não era fácil, tinha que acompanhar o vereador em tudo que fosse lugar, tirar fotos, preparar textos, encaminhar para imprensa e até para as Subs, contudo, nem todos os colegas pensam assim. Não se pode ter preguiça de escrever, tem colegas que fazem dois parágrafos e ‘jogavam’ a responsabilidade para os jornalistas, depois ligavam nas redações pedindo o texto. Aí não pode”, afirma.

Ele continua: “Trabalhei um tempo na Assessoria da Vila Prudente e foi um trabalho muito legal, a gente escrevia matérias o tempo todo sobre a região, como ações de zeladoria e trabalhos sociais.É assim: tem que mostrar pra imprensa tudo que está sendo feito, para que eles possam cobrir e mostrar para os seus leitores. E que esses possam trazer mais reclamações e mais problemas, porque só assim a gente estimula a participação local. E só assim, a Subprefeitura faz um trabalho de ponta”.

O assessor conclui: “Por outro lado, conheci um assessor uma vez, acho que da Sub Penha, que era uma ‘lástima’. Quando escrevia, preparava dois parágrafos muito mal redigidos e que por sua vez em nada refletiam o trabalho da sub ou dos vereadores na região. Resultado: a população desacredita no poder público, porque não acompanha o que está sendo feito. E nem todos os políticos são ‘braço-curto’, tem muito vereador e subprefeito que arregaça as mangas e vai pra luta, mas ninguém vê ou sabe, porque a assessoria da sub, por exemplo, é fraca. A gente sabe que as Subprefeituras são administrações que contam com suporte da Câmara, sendo os vereadores muito participativos em seus respectivos bairros e zonas eleitorais, e uma assessoria mal feita, compromete todo um trabalho de gestão que depois não tem continuidade. Quem sofre com isso é a população”.

População desconhece o que a Sub faz
Em teoria, as Subprefeituras deveriam ter muito mais autonomia do que possuem hoje. Seria importante, por exemplo, terem a liberdade administrativa e financeira de resolver os problemas locais, sem a necessidade de consultar a permissão das Secretarias primeiro. 

No entanto, a demora em resolver as demandas locais e, muitas vezes, a falta de informações sobre as melhorias já alcançadas, tornam as administrações regionais ainda mais distantes da população, muito mais do que são e jamais deveriam ser. 

Recentemente, a subprefeita da Penha, Kátia Falcão, por exemplo, participou da zeladoria da Praça Nossa Senhora da Guia, no Jardim Maringá. Postou em sua rede social o trabalho da subprefeitura. E onde estava o assessor de imprensa? Nesta mesma subprefeitura, uma importantíssima reunião para debater a flexibilidade das leis de tombamento e patrimônio histórico da Penha ocorreu em março, para menos de 20 pessoas. A subprefeita estava no local, mas, porque não houve mais divulgação por parte do órgão ao bairro, ninguém soube explicar. 

No Instagram da Subprefeitura Aricanduva, V. Formosa e Carrão, uma dezena de postagens de ações de zeladoria são publicados, mas sem qualquer outra informação a respeito das ações da administração nos bairros. Faltam informações, contatos com a imprensa, convites para reuniões e palestras, para que a população tenha acesso e participe ativamente da política local. 

Em vez disso: “Eu mesma não sei o que acontece aqui no Tatuapé, aliás, os informativos dos bairros são uma ‘pobreza’. Da Penha, então, nem se fala, tem matéria só quando a assessoria do metrô atualiza o jornalista do estágio das obras. A gente não tem informação e conteúdo do bairro, para o bairro, porque os assessores não encaminham e muito jornalista cruza os braços, esperando o ‘peixe pronto’ sem ir pescar. Eu mesma, sempre gostei de política e quero ver o Tatuapé voltar a ser grande como era, mas se eu chegar na Sub, dificilmente vou conseguir qualquer informação, porque além do assessor não estar lá, ainda vão me direcionar para alguma Secretaria. Isso não pode ocorrer, está na hora das Subprefeituras terem autonomia e uma comunicação de ponta com a comunidade e as mídias regionais”, afirma Maria Stella, aposentada, que trabalhou na antiga regional da Mooca nos anos 90.

Será que é tão difícil em um universo amplo como o das subprefeituras, estabelecer pontes entre a administração e a população com conteúdos de qualidade e informações importantes? Não seria este trabalho, um facilitador para que os subprefeitos pudessem exercer seus trabalhos de forma um pouco mais plena e para galgar degraus na política?

Reportagem: Fernando Aires. Foto: Divulgação.

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Prefeito e Vice-Ministra Parlamentar de Negócios Estrangeiros do Japão estreitam parcerias nos 130 anos de relações diplomáticas https://dev.pergolapropaganda.com.br/gazetadazonasul/2025/05/07/prefeito-e-vice-ministra-parlamentar-de-negocios-estrangeiros-do-japao-estreitam-parcerias-nos-130-anos-de-relacoes-diplomaticas/ https://dev.pergolapropaganda.com.br/gazetadazonasul/2025/05/07/prefeito-e-vice-ministra-parlamentar-de-negocios-estrangeiros-do-japao-estreitam-parcerias-nos-130-anos-de-relacoes-diplomaticas/#respond Wed, 07 May 2025 07:00:57 +0000 https://dev.pergolapropaganda.com.br/gazetadazonasul/?p=31644 O prefeito Ricardo Nunes se reuniu no último dia 30 com a Vice-Ministra Parlamentar do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Japão (MOFA), Eiri Arfia, para discutir temas de interesse mútuo e fortalecer as relações diplomáticas entre a cidade de São Paulo e o Japão. Neste ano, é comemorado o 130º aniversário do estabelecimento das relações […]

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O prefeito Ricardo Nunes se reuniu no último dia 30 com a Vice-Ministra Parlamentar do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Japão (MOFA), Eiri Arfia, para discutir temas de interesse mútuo e fortalecer as relações diplomáticas entre a cidade de São Paulo e o Japão. Neste ano, é comemorado o 130º aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países.

“Hoje tivemos uma reunião com a primeira vice-ministra, Eire Arfia, aqui do Japão, com a nossa comitiva. Ela, hoje aqui no Japão e, no mundo, é uma figura proeminente, que tem se destacado bastante. É muito importante esse diálogo de São Paulo com a Vice-Ministra Eire Arfia”, afirmou o prefeito sobre a importância do encontro com Eire Arfia. Nunes está em missão oficial no Japão até esta quinta-feira (1º).

Reportagem: Da redação. Foto: Divulgação.

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Prefeitura entrega título de regularização fundiária a mais de 2 mil famílias no extremo Sul da cidade https://dev.pergolapropaganda.com.br/gazetadazonasul/2025/04/23/prefeitura-entrega-titulo-de-regularizacao-fundiaria-a-mais-de-2-mil-familias-no-extremo-sul-da-cidade/ https://dev.pergolapropaganda.com.br/gazetadazonasul/2025/04/23/prefeitura-entrega-titulo-de-regularizacao-fundiaria-a-mais-de-2-mil-familias-no-extremo-sul-da-cidade/#respond Wed, 23 Apr 2025 10:00:24 +0000 https://dev.pergolapropaganda.com.br/gazetadazonasul/?p=31447 No último dia 9, mais de 2 mil famílias que viviam em condição habitacional precária em 14 núcleos da região de Capela do Socorro, no extremo Sul da cidade, receberam do prefeito Ricardo Nunes seus títulos de regularização fundiária. O documento é uma garantia para que essas pessoas se tornem proprietárias definitivas das suas moradias e marca uma nova fase na região, que […]

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No último dia 9, mais de 2 mil famílias que viviam em condição habitacional precária em 14 núcleos da região de Capela do Socorro, no extremo Sul da cidade, receberam do prefeito Ricardo Nunes seus títulos de regularização fundiária. O documento é uma garantia para que essas pessoas se tornem proprietárias definitivas das suas moradias e marca uma nova fase na região, que está passando por um processo de reurbanização.

“Hoje vocês recebem a escritura de acordo com o Cartório de Registro de Imóveis, com o nome de vocês. Isso significa que aquela casa, que já era de vocês de fato, agora é de direito e para o resto das suas vidas, sem que ninguém tire. Depois poderá passar para os seus filhos, para os seus netos, uma documentação super importante para a segurança jurídica de cada um de vocês”, destacou o prefeito Ricardo Nunes. “É o trabalho de toda uma vida, uma luta de todos, que se consolida hoje com esse documento pelo maior programa de regularização fundiária da história de São Paulo”, finalizou.

As ações realizadas pela Prefeitura incluem a correção de danos urbanísticos e ambientais em áreas de inadequação fundiária. Isso contribui diretamente para a redução da desigualdade social em um processo envolve uma intervenção pública, essencial para legalizar áreas urbanas ainda não regularizadas, melhorando significativamente a qualidade de vida de quem vive nessas localidades.

Reportagem: Da redação. Foto: Divulgação.

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Wi-Fi Livre leva internet gratuita para comunidades de São Paulo https://dev.pergolapropaganda.com.br/gazetadazonasul/2025/04/08/wi-fi-livre-leva-internet-gratuita-para-comunidades-de-sao-paulo/ https://dev.pergolapropaganda.com.br/gazetadazonasul/2025/04/08/wi-fi-livre-leva-internet-gratuita-para-comunidades-de-sao-paulo/#respond Tue, 08 Apr 2025 10:00:25 +0000 https://dev.pergolapropaganda.com.br/gazetadazonasul/?p=31430 Acesso à internet deixou de ser um luxo e se tornou uma necessidade fundamental na vida moderna. Para democratizar essa conectividade, o Instituto Conhecer Brasil (ICB), em parceria com a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (SMIT) de São Paulo, está ampliando o programa Wi-Fi Livre SP e já conta com 1.200 comunidades da capital […]

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Acesso à internet deixou de ser um luxo e se tornou uma necessidade fundamental na vida moderna. Para democratizar essa conectividade, o Instituto Conhecer Brasil (ICB), em parceria com a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (SMIT) de São Paulo, está ampliando o programa Wi-Fi Livre SP e já conta com 1.200 comunidades da capital paulista mapeadas. A iniciativa é viabilizada por meio do edital 01/SMIT/2024 e do Processo Administrativo nº 2024.06.20.00002, com investimento da Prefeitura de São Paulo.

O projeto, que já oferece internet gratuita em 120 praças e espaços públicos da cidade expande sua atuação para regiões historicamente marginalizadas, promovendo inclusão digital e fortalecendo a cultura web entre os moradores. Com velocidade de 600 Mbps por ponto, o Wi-Fi pode ser acessado por qualquer dispositivo compatível, proporcionando conectividade a milhares de pessoas diariamente.

“O impacto do Wi-Fi Livre nas comunidades é transformador. A internet não só conecta pessoas, mas também abre portas para a educação, o trabalho e o desenvolvimento social. Nossa meta é expandir ainda mais o programa para que mais famílias tenham acesso a essa ferramenta essencial”, afirma Karina da Gama, presidente do Instituto Conhecer Brasil.

Desde agosto de 2024, a implantação dos equipamentos já permitiu a ativação de 2.800 pontos de conexão em mais de 400 comunidades. Nessas localidades, quase 500 mil conexões simultâneas foram registradas e um volume rotativo que chega até 2 milhões de pessoas. Isso permite que os moradores acessem serviços públicos, oportunidades de emprego e plataformas educacionais.

O programa também facilita o acesso à informação e à educação, permitindo que estudantes e trabalhadores aproveitem materiais educativos e cursos online. Além disso, impulsiona o desenvolvimento econômico ao apoiar microempreendedores e comerciantes locais na divulgação de seus produtos e serviços.

O impacto nas comunidades é evidenciado por histórias de sucesso e conquista, como Edinaura Rodrigues de Souza, de 45 anos, que acessa a internet para contatar suas clientes e também para participar das aulas do curso técnico de Podologia EaD. Natália Rodrigues Alonso, de 15 anos, também utiliza o recurso para estudar inglês, pois “está pensando no futuro”.

A saúde dos moradores também tem sido beneficiada pelo programa Wi-Fi Livre SP, como para Conceição da Luz Aparecida, 77 anos, que o utiliza Wi-para suas consultas no formato telemedicina e também para solicitar seus medicamentos na farmácia on-line que são entregues em sua casa.

Outro benefício é promover a comunicação entre moradores e facilitar o acesso a serviços públicos essenciais, como saúde, educação e assistência social. A segurança pública é beneficiada pela possibilidade de reporte de incidentes e obtenção de informações em tempo real. Além disso, a iniciativa incentiva a participação cívica, reduz desigualdades digitais e apoia o teletrabalho e a educação a distância, garantindo mais oportunidades de desenvolvimento social e econômico.

A campanha “Aqui Tem Wi-Fi Livre SP” assume papel essencial na conscientização dos cidadãos sobre a disponibilidade e os benefícios da conexão gratuita. Com ações educativas, o programa incentiva o uso seguro da internet e reforça a importância da segurança digital.

Para tornar essa transformação possível, o ICB conta com o apoio de empresas especializadas, que atuam na implementação da infraestrutura e no suporte técnico. O Instituto também reforça que novas comunidades receberão o Wi-Fi Livre este ano, ampliando o impacto do programa. Ainda em 2025, o Wi-Fi Livre irá para outras regiões da cidade, permitindo que mais pessoas usufruam dos benefícios dessa conectividade.

Geração de empregos diretos
O Programa Wi-Fi Livre se destaca pelo impacto na geração de empregos e no fortalecimento da economia local. A iniciativa contratou 72 provedores de internet das próprias comunidades, promovendo a descentralização do setor e estimulando o empreendedorismo. Além de ampliar o acesso à conectividade, essa estratégia fomenta o mercado de telecomunicações nas periferias e fortalece pequenos e médios empresários do setor.

Para Milton Vieira, Secretário Municipal de Inovação e Tecnologia, o Programa Wi-Fi Livre SP não apenas expande o acesso à internet de qualidade, mas também gera empregos, fomenta o empreendedorismo e fortalece pequenos e médios negócios do setor de telecomunicações. “Essa ação direta representa um modelo de política pública eficiente e sustentável, onde a inclusão digital caminha lado a lado com o crescimento econômico local e a geração de novas oportunidades”, destacou Milton Vieira.

Reportagem: Da redação. Foto: Divulgação.

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Alesp aprova financiamento para expansão da Linha 5 do Metrô, beneficiando a zona sul da Capital https://dev.pergolapropaganda.com.br/gazetadazonasul/2025/04/06/alesp-aprova-financiamento-para-expansao-da-linha-5-do-metro-beneficiando-a-zona-sul-da-capital/ https://dev.pergolapropaganda.com.br/gazetadazonasul/2025/04/06/alesp-aprova-financiamento-para-expansao-da-linha-5-do-metro-beneficiando-a-zona-sul-da-capital/#respond Sun, 06 Apr 2025 10:00:21 +0000 https://dev.pergolapropaganda.com.br/gazetadazonasul/?p=31401 Em Sessão Extraordinária nesta terça-feira (11), a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo aprovou a autorização para que o Governo do Estado contrate empréstimos de até R$ 2,7 bilhões para obras de expansão da Linha 5-Lilás do Metrô até a estação Jardim Ângela. A iniciativa beneficiará milhares de moradores da zona sul da Capital. […]

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Em Sessão Extraordinária nesta terça-feira (11), a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo aprovou a autorização para que o Governo do Estado contrate empréstimos de até R$ 2,7 bilhões para obras de expansão da Linha 5-Lilás do Metrô até a estação Jardim Ângela. A iniciativa beneficiará milhares de moradores da zona sul da Capital.

A ampliação acrescentará 4,3 quilômetros à linha, incluindo trechos subterrâneos e elevados. Com as futuras novas estações, a Linha 5-Lilás passará a ter 12,5 km de extensão. O projeto também prevê a construção de um novo terminal de integração de ônibus urbanos, facilitando o deslocamento até o centro da cidade e reduzindo a lotação do Corredor de Ônibus M’Boi Mirim.

Do valor financiado, R$ 1,7 bilhão poderá ser obtido junto à Caixa Econômica Federal, por meio do programa Novo PAC, do Governo Federal, que utiliza recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Relator do PL 125/2025, o deputado Enio Tatto (PT) ressaltou a importância da iniciativa para os moradores da zona sul e lembrou das audiências públicas realizadas na Alesp ao longo dos anos, nas quais a população cobrou a chegada do metrô ao Jardim Ângela. “Há 20 anos movimentos de transporte reivindicam essa ampliação, que nunca saiu do papel. Agora, a população está entusiasmada porque vai contar com o apoio do Governo Federal juntamente com o Estado”, afirmou.

Reportagem: Da redação. Foto: Divulgação.

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Após aprovação por maioria da Câmara, GCM passa a se chamar Polícia Municipal https://dev.pergolapropaganda.com.br/gazetadazonasul/2025/04/02/apos-aprovacao-por-maioria-da-camara-gcm-passa-a-se-chamar-policia-municipal/ https://dev.pergolapropaganda.com.br/gazetadazonasul/2025/04/02/apos-aprovacao-por-maioria-da-camara-gcm-passa-a-se-chamar-policia-municipal/#respond Wed, 02 Apr 2025 10:00:29 +0000 https://dev.pergolapropaganda.com.br/gazetadazonasul/?p=31404 A Câmara Municipal atendeu a uma expectativa da Prefeitura de São Paulo e aprovou na noite de quinta-feira (13), com ampla maioria de votos, a mudança do nome da Guarda Civil Metropolitana para Polícia Municipal, destinada à proteção da população da cidade, dos bens, serviços e instalações municipais, e para a fiscalização de posturas municipais […]

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A Câmara Municipal atendeu a uma expectativa da Prefeitura de São Paulo e aprovou na noite de quinta-feira (13), com ampla maioria de votos, a mudança do nome da Guarda Civil Metropolitana para Polícia Municipal, destinada à proteção da população da cidade, dos bens, serviços e instalações municipais, e para a fiscalização de posturas municipais e do meio ambiente. A decisão foi publicada no Diário Oficial da Cidade nesta sexta-feira (14).

De acordo com o prefeito Ricardo Nunes, esse é mais um passo para ampliar a segurança na cidade e reforçar a valorização desta gestão aos policiais municipais. “A aprovação do projeto que altera o nome da GCM para Polícia Municipal é o reconhecimento dos nossos valorosos policiais municipais, que dão as suas vidas para proteger a todos nós. Essa decisão reflete a vontade da população e reforça o caminho que escolhemos, de mais segurança”, destacou.

Reportagem: Da redação. Foto: Divulgação.

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Região da Capela do Socorro, na Zona Sul, receberá o segundo Centro de Exames da Mulher da cidade https://dev.pergolapropaganda.com.br/gazetadazonasul/2025/03/30/regiao-da-capela-do-socorro-na-zona-sul-recebera-o-segundo-centro-de-exames-da-mulher-da-cidade/ https://dev.pergolapropaganda.com.br/gazetadazonasul/2025/03/30/regiao-da-capela-do-socorro-na-zona-sul-recebera-o-segundo-centro-de-exames-da-mulher-da-cidade/#respond Sun, 30 Mar 2025 10:00:35 +0000 https://dev.pergolapropaganda.com.br/gazetadazonasul/?p=31389 Prefeito Ricardo Nunes vistoriou as obras do equipamento no último dia 8, Dia Internacional da Mulher; serviço otimizará o tempo das pacientes, que poderão realizar vários exames no mesmo dia e local A Prefeitura de São Paulo vai inaugurar na região da Capela do Socorro, Zona Sul da capital, a segunda unidade do Centro de […]

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Prefeito Ricardo Nunes vistoriou as obras do equipamento no último dia 8, Dia Internacional da Mulher; serviço otimizará o tempo das pacientes, que poderão realizar vários exames no mesmo dia e local

A Prefeitura de São Paulo vai inaugurar na região da Capela do Socorro, Zona Sul da capital, a segunda unidade do Centro de Exames da Mulher (CEM) da cidade. O equipamento terá capacidade para atender cerca de 2 mil mulheres ao mês, com mais de 14 tipos de exames, como ultrassonografia, mamografia, densitometria, entre outras especialidades. O investimento é de R$ 2,5 milhões.

“O primeiro Centro de Exames da Mulher foi entregue no ano passado, em Itaquera, na Zona Leste, e tem sido um sucesso absoluto”, destacou o prefeito Ricardo Nunes, que vistoriou as obras na tarde deste sábado (8). “A gente entrega essa segunda unidade até o final do mês de março”, completou o prefeito afirmando que a capital terá equipamentos como esse em todas as regiões da cidade.

O CEM é um espaço exclusivo e acolhedor, destinado ao atendimento da demanda de exames preventivos solicitados pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da capital. A estratégia é de que as mulheres realizem todos os procedimentos agendados em um mesmo dia, incluindo os sábados, otimizando o tempo das pacientes e o cuidado com a saúde feminina.

A estrutura contará com quatro salas de ultrassonografia, uma sala de mamografia, uma sala de densitometria, uma sala de estudo urodinâmico, uma sala de histeroscopia, uma sala de colposcopia/vulvoscopia, duas salas de espera, uma sala de preparo, dois consultórios, um leito de observação, sala de acolhimento e farmácia.

A Prefeitura de São Paulo irá implementar outras quatro unidades como essa. Estão previstas uma por cada Coordenadoria Regional de Saúde (CRS).

Localizado no Largo do Socorro, 60 – Vila Socorro, o CEM será gerenciado pela Organização Social de Saúde (OSS) Associação Saúde da Família (ASF) e, quando pronto, funcionará de segunda a sábado das 7h às 19h.

Reportagem: Da redação. Foto: Divulgação.

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Postos médicos da Prefeitura nos blocos evitam impacto no sistema de saúde municipal ao resolver 98% dos atendimentos https://dev.pergolapropaganda.com.br/gazetadazonasul/2025/03/24/postos-medicos-da-prefeitura-nos-blocos-evitam-impacto-no-sistema-de-saude-municipal-ao-resolver-98-dos-atendimentos/ https://dev.pergolapropaganda.com.br/gazetadazonasul/2025/03/24/postos-medicos-da-prefeitura-nos-blocos-evitam-impacto-no-sistema-de-saude-municipal-ao-resolver-98-dos-atendimentos/#respond Mon, 24 Mar 2025 10:00:30 +0000 https://dev.pergolapropaganda.com.br/gazetadazonasul/?p=31380 Desde o pré-carnaval, 2.915 dos 2.975 atendimentos realizados nos postos de saúde instalados pela Prefeitura nos megablocos do Carnaval de Rua da capital foram resolvidos no local, sem necessidade de uma transferência a alguma unidade de saúde, o que comprova a importância da estratégia da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) para atender os foliões e […]

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Desde o pré-carnaval, 2.915 dos 2.975 atendimentos realizados nos postos de saúde instalados pela Prefeitura nos megablocos do Carnaval de Rua da capital foram resolvidos no local, sem necessidade de uma transferência a alguma unidade de saúde, o que comprova a importância da estratégia da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) para atender os foliões e também evitar impacto no sistema de saúde municipal.

Os postos médicos disponibilizados em várias regiões da cidade têm toda a estrutura para atender situações de urgência e emergência. Mais de 1.800 profissionais foram capacitados para acolher quem necessitava de cuidados médicos, desde as intercorrências mais simples, como uma medição de pressão, até casos mais complexos, como traumas ou uma parada cardiorrespiratória, sem sobrecarregar as unidades de saúde municipais. “Nós nos preparamos para oferecer a melhor estrutura de prevenção e também de suporte em saúde para o público que optou por participar desse megaevento organizado pela Prefeitura de São Paulo”, afirmou o secretário municipal da Saúde, Luiz Carlos Zamarco. 

Perfil dos atendimentos
A faixa etária mais atendida nessas unidades foi de 21 a 40 anos, com 1.567 registros. O posto com maior número de atendimentos foi o da rua Abílio Soares, que prestou serviço aos blocos da região do Parque Ibirapuera. Entre pré-carnaval e carnaval, o posto recebeu 450 pessoas.  

A urbanista Renata Pereira, de 27 anos, acompanhou uma amiga que necessitou de atendimento por causa do consumo excessivo de bebidas alcoólicas. Elas estavam num bloco na região da Vila Buarque e o serviço foi solicitado por telefone. Segundo Renata, elas foram rapidamente socorridas e encaminhadas ao posto Marques 2, cujo sistema de monitoramento da Prefeitura apontou como o mais adequado naquele momento. 

Treinamento
Os profissionais de plantão passam por uma simulação de resgate no começo do dia, com o objetivo de integrar o trabalho dos bombeiros com as equipes que ficavam nas tendas para prepará-las para diferentes tipos de atendimentos. Para o bombeiro Messias Aparecido Silva, 28 anos, “a equipe já é capacitada para atuar em grandes eventos, mas ter esse tipo de dinâmica é importante para alinhar a atuação dos bombeiros e da parte clínica”.  

Também foram disponibilizadas para a ocasião 174 ambulâncias, sendo 32 delas com UTIs (Unidade de Terapia Intensiva), com capacidade para realizar de pequenas cirurgias a procedimentos de alta complexidade, inclusive com desfibriladores disponíveis para as emergências.  

Sala de situação
Com sistema de monitoramento, foi possível controlar o deslocamento de ambulâncias e os atendimentos que foram realizados dentro de cada um dos postos médicos instalados estrategicamente nos trechos por onde passaram os mega blocos carnavalescos da cidade de São Paulo.

Reportagem: Da redação. Foto: Divulgação.

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Kassab apoia voto distrital, aponta caminhos para o país e elogia mídias regionais https://dev.pergolapropaganda.com.br/gazetadazonasul/2025/03/18/kassab-apoia-voto-distrital-aponta-caminhos-para-o-pais-e-elogia-midias-regionais/ https://dev.pergolapropaganda.com.br/gazetadazonasul/2025/03/18/kassab-apoia-voto-distrital-aponta-caminhos-para-o-pais-e-elogia-midias-regionais/#respond Tue, 18 Mar 2025 10:00:11 +0000 https://dev.pergolapropaganda.com.br/gazetadazonasul/?p=31362 Gilberto Kassab, ex-prefeito de São Paulo, atual secretário de Relações Institucionais do Governo Tarcísio de Freitas e presidente do PSD, foi convidado a falar na Associação Comercial de São Paulo sobre as “Perspectivas Políticas e Empresariais para 2025”. Na reunião estiveram presentes diversos empresários, jornalistas e membros do Conselho Político e Social da Entidade. O […]

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Gilberto Kassab, ex-prefeito de São Paulo, atual secretário de Relações Institucionais do Governo Tarcísio de Freitas e presidente do PSD, foi convidado a falar na Associação Comercial de São Paulo sobre as “Perspectivas Políticas e Empresariais para 2025”. Na reunião estiveram presentes diversos empresários, jornalistas e membros do Conselho Político e Social da Entidade. O político foi recebido pelo presidente da ACSP, Alfredo Cotait Neto, e pelo coordenador da transição do governo eleito para o Estado de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, que exerceu o cargo de presidente na Associação Comercial de São Paulo nas gestões 1982–1987 e 2003–2007.

“A minha história na vida pública se mistura muito com a de muitos que hoje estão aqui, incluindo o ex-presidente da Associação, senhor Guilherme Afif Domingos, desde quando eu ainda estudava engenharia na Poli e fui convidado a ajudar o Conselho de Jovens. Sempre digo que a gente conhece as pessoas quando conhece o seu entorno e o meu entorno é composto de pessoas com as quais convivo há mais de 30 anos”, falou Kassab.

Sobre a gestão do Governo Federal, Kassab traçou uma análise geral dos erros e acertos de vários Governos passados, desde a primeira gestão do PT em 2003: “O Brasil, desde 2013, sofre com uma instabilidade política, não institucional. Isso vem desde aquelas manifestações de rua, com a indignação da sociedade sobre os rumos do país. O PT se reelegeu mas essa indignação foi crescente, a Dilma caiu e com isso, veio a eleição do Bolsonaro. O presidente Bolsonaro, na minha avaliação, cometeu um erro estratégico ao entender que a sua eleição foi fruto de uma identidade com o seu posicionamento político e não fruto dessa indignação. Com isso, o presidente dedicou atenção às alas mais conservadoras da sociedade e do Governo, acreditando que isso bastava para se fortalecer e se reeleger. Acabou esquecendo de governar para aqueles que estavam mais ao centro e até mesmo à esquerda. Errou muito durante a pandemia ao questionar a vacinação e com isso, o Lula cresceu mais pelos erros dele do que por sua própria imagem”.

O secretário afirma que os bons gestores salvam o Governo, conseguem permanecer na política e gozam de prestígio na vida pública:”O Governo Bolsonaro teve bons políticos, dentre eles o Ministro Paulo Guedes, da Economia, que hoje, a gente entende o quanto foi importante naquele momento para o Brasil. Eu sempre digo que o Paulo Guedes não era só o ministro da Economia, administrando quase o equivalente a sete ministérios integrados ao seu e com plenos poderes. Trouxe muita confiança aos investidores durante 4 anos. Ou seja, o governo tinha bons gestores, tanto que dali saiu o Governador Tarcísio de Freitas, a ministra Tereza, da Agricultura, mas ele se equivocou voltando apenas aos conservadores e o Lula cresceu em cima desse desgaste político. Hoje, o Governo Lula esbarra nessas dificuldades justamente por não dispor de uma equipe que saiba gerir os recursos e principalmente, que saiba passar confiança. O Fernando Haddad não passa confiança. A equipe do presidente Lula não está convencendo o povo e isso se repete em todas as esferas. O que eu percebi nas eleições municipais, por exemplo, é que a indignação e insatisfação continuam. Os ‘outsiders’ quase ganharam as eleições, o Pablo Marçal quase ganhou a eleição em São Paulo. Em Fortaleza, no Paraná, a mesma coisa, tudo por causa dessa insatisfação. Contudo, isso tem um ponto positivo, as pessoas em sua indignação, estão avaliando melhor aqueles que possuem uma má conduta e que fazem uma má gestão, não importa se o candidato é famoso ou não. No RS, por exemplo, o Eduardo Leite, enfrentou um outsider nas eleições e por ser um bom gestor, venceu. No Rio de Janeiro, Eduardo Paes venceu pela 4ª vez. Em Pernambuco, a Raquel Lira conseguiu eleger 140 prefeitos, dentre eles, João Campos, reeleito prefeito de Recife. Em São Paulo, o governador Tarcísio apoiou o então prefeito e candidato Ricardo Nunes, que ganhou a eleição em cima de Pablo Marçal. Eu costumo dizer que hoje, nada mais afasta o bom gestor de sua missão e a sociedade está aperfeiçoando o seu processo de escolha, conforme as suas necessidades”.

Sobre as eleições presidenciais de 2026, Kassab ressaltou a vontade do PSD lançar candidato próprio: “O Tarcísio, na minha avaliação, representa uma renovação importante no Estado de São Paulo. Ocupou cargos em ministérios do Governo Dilma e Bolsonaro, mostrando que tem capacidade de trabalhar com diferentes âmbitos ideológicos, além de ser um político competente. A chapa que o Tarcísio apoiar será a chapa do PSD. O PSD vai continuar com a chapa do governador Tarcísio”, afirmou Kassab no evento, e na sequência, emendou: “[Mas] Eu não acredito que ele saia candidato. O Tarcísio não saindo, muito possivelmente cada partido vai lançar o seu candidato. Felizmente, já temos um nome que se apresentou, que é o de Ratinho Junior, governador do Paraná. Se for ele, o partido estará muito bem representado. Teremos uma dobradinha boa do Tarcísio no estado e ele, nacionalmente”, destacou o chefe do PSD.

Voto distrital
Ainda sobre a esperança de melhorias na política, o secretário afirma: “O ideal seria uma reforma administrativa. Muito se fala nela, alguns governos tentam, mas essa reforma não avança. E aí eu defendo uma reforma mais ampla, a começar pelo Voto Distrital, que já foi uma proposta do José Serra e que hoje está parada no Congresso. Hoje, a gente sabe que o mandato, na real, é de 8 anos. Com 4 já se sabe se vale a pena continuar ou não. Com o voto distrital muda tudo e acaba com a eleição, porque aí, cada bairro ou zona, passa a ter o seu representante, aquele que mora no lugar, que compra pão todo dia na padaria, que vai ao supermercado. Se não for um bom político, o povo tira. Eu acredito que no futuro, nós vamos entrar no parlamentarismo, com o voto distrital, porque é a melhor forma de governo, mas não agora, porque o Congresso infelizmente não está preparado para tal”.  

O ex-prefeito também defende que a urna eletrônica é segura e não há problemas no sistema eleitoral: “Eu não concordo com as declarações sobre a Urna Eletrônica, que é sim segura e confiável. Você tem ali o comprovante dos votos que depois fica disponível para todo e qualquer eleitor ou candidato que quiser conferir. É uma criação nossa, que precisa ser valorizada. Durante a minha passagem pelo Ministério de Ciências e Tecnologia, eu observei investidores que vinham do mundo inteiro para acompanhar as inovações tecnológicas do Brasil. Os bancos estrangeiros, principalmente. O Brasil dá show em matéria de inteligência e competência e claro, quanto mais investimentos em educação, melhor será o desenvolvimentos dos brasileiros para o futuro”.   

Contas Públicas
Questionado sobre como é possível conciliar as reformas necessárias com um gasto público que chega a 80% do PIB, o secretário responde: “Realmente, é preciso reavaliar as emendas parlamentares. O Congresso aprovou recentemente um gasto de 50 bilhões em emendas e isso é um absurdo em um país com tantas dificuldades. O Brasil precisa direcionar melhor os recursos e isso é um problema de gestão. Por isso, a necessidade de uma reforma administrativa, que valorize a eficiência e a competência, não apenas o corte de gastos. É preciso valorizar o bom funcionário público. Antigamente, muito se falava em ser professor ou juiz, hoje, as pessoas querem distância da toga e da sala de aula. O valor pago compensa tanto sacrifício?”

Sobre o futuro do Governo Lula, Kassab afirma: “Eu torço, de verdade, pelo governo. Acho que tem boa vontade, mas isso, hoje, não é o suficiente. Vejo o Lula na ânsia de buscar dinheiro para tentar repetir o que fez em suas gestões anteriores, quando a economia era forte, mas hoje, de onde virá o dinheiro? Não tem mais como taxar o povo. Eu creio que o Fernando Haddad precisa passar mais confiança ao povo. Ele não está conseguindo. Se você reparar, todo bom governo tem um ministro da Economia forte. É o que segura a gestão. Na ditadura, por exemplo, o ministro Delfim Neto batia de frente com os militares, que o respeitavam, pois sabiam que ele tinha razão. Depois, o Itamar na tentativa de frear a inflação, encontrou no Fernando Henrique a saída, com o Plano Real. O Fernando Henrique se elegeu e reelegeu presidente depois disso. Quanto ele gastou? Zero. Depois veio o Lula, com o Palocci, na sequência o Henrique Meirelles, e por fim a Dilma, que tentou colocar as mãos na economia, ‘atropelando’ o Mantega. Na época do Fernando Henrique, quando perguntavam alguma coisa ele dizia: ‘isso é com o Malan’, tamanho respeito dele com o ministro. O Ministro da Economia é como o ‘para-raio’, do presidente. Ele organiza a casa, ele dita o caminho. O Haddad precisa agir assim”. 

Crescimento e mídias regionais
Sobre o futuro do país e de todas as regiões em suas micro administrações, o secretário finaliza: “A população não está acreditando e isso traz mudanças significativas. As propostas não estão convencendo e a realidade é outra. É preciso foco no presente, esquecer o passado e trabalhar com transparência e seriedade, se quiser fazer uma boa história”. Questionado se o Governo Tarcísio pretende investir mais e adotar outras estratégias para se aproximar da capital e das comunidades por meio das mídias regionais, o secretário conclui: “A mídia regional é um importante elo do Estado com o paulistano, para que se possa alcançar as melhorias em cada região e esse elo é valorizado. Os investimentos necessários para tal devem ser tratados com a Secretaria Laís, para que o elo se mantenha”. 

Reportagem: Fernando Aires. Foto: Divulgação.

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